Esse post é relacionado à um projeto de estampa de camiseta enviado ao site www.camiseteria.com para concorrer em um concurso onde os usuários escolhem as estampas à serem vendidas no site. No semestre passado, participar de um concurso valia 10 horas.
segue o link da estampa, a estampa em si e o comprovante.
http://www.camiseteria.com/design.aspx?did=21890
Publicado por: Gustavo Boldorini em: 25 Junho, 2008
Diferente da maioria dos filmes de personagens da Marvel, o Homem de Ferro não conta com tanta popularidade. Claro, é reconhecido por qualquer amante de quadrinhos, mas não tão afundo como Homem-Aranha, X-Men e etc. Por esse motivo, o “Homem de Ferro” chega às telas com uma vantagem: não possui um público tão exigente aos detalhes. Com certeza vão exigir um filme bom e isso o diretor consegue perfeitamente.
Há uma pequena abordagem social, criticando as guerras e a política armamentista.
Mas esse não é o tema principal do filme. Funciona muito mais por ser um filme de entretenimento do que um filme político.
O roteiro foi bem produzido para que o longa possa existir sozinho, sem a obrigação de uma continuação.
O diretor se sai muito bem tanto em cenas de ação quanto cenas de diálogos ou humor. Favreau não chega a ser perfeccionista nos enquadramentos, mas é um diretor competente.
Os efeitos especiais e a computação gráfica beirando o real nas cenas em que está com a armadura são impressionantes, sem contar a trilha sonora e o roteiro que são espetáculos à parte.
Publicado por: Gustavo Boldorini em: 25 Junho, 2008

Um filme para amantes da animação em 3-D e um clássico para as crianças.
Andy e Larry Wachowski são cineastas muito talentosos, que conseguem criar níveis de detalhe e equilíbrio como poucos fazem hoje em dia. Speed Racer é diferente e ousado.
O filme se trata de uma adaptação dos desenhos animados para o cinema. Os autores do filme praticamente fazer um trabalho de recortes no filme.
Os irmãos Wachowski não estão criando algo inédito, estão tirando referências claras de animês e transportando para o cinema, como já haviam feito em matrix. Eles conseguem combinar as duas linguagens, do animê e do cinema.
A junção dessas duas linguagems é o que acaba aparecendo na tela, algo novo que acaba indo para o lado do videogame. E isso envolve a velocidade dos cortes, a movimentação e o posicionamento da câmera, a perspectiva.
Apesar de não serem muito bons roteiristas, os irmãos Wachowski conseguem criar cenas de ação espetaculares, num clima vertiginoso que nos prende ao filme.
Um dos poucos problemas é o exagero na estilização dos Wachowski e o fato de que o filme é muito longo, tendo pouca história pra muito tempo de filme.
Publicado por: Gustavo Boldorini em: 25 Junho, 2008

O filme trata-se de uma sátira do cinema nacional, nessa sátira o diretor ironiza os recursos utilizados nos filmes e a dependencia da iniciativa privada e do governo, e, principalmente, “obrigação” dos cineastas brasileiros de tratar de problemas sociais, para ele o engajamento social é o próprio cinema. Esta critica é claramente vista quando o personagem de Bruno Garcia diz “o melhor de se filmar é bobagem”. Ele se refere às gravações caseiras, feitas junto com os amigos e de brincadeira, mas, para furtado, tudo isso é sinônimo de entretenimento, diversão. O que é muito importante para Furtado.
Não que Furtado esteja dizendo que problemas sociais não sejam importantes, ele apenas diz que o cinema nacional não precisa ficar preso a isso.
Mostrar todas as referências e criticas do filme seria quase como contar o filme inteiro, o humor está em quase todas as partes do filme.
Jorge Furtado não é conhecido pela elaboração dos planos, na montagem ou na fotografia, mas, sim, na maneira como “fala com o espectador”, usa jogos de palavra, sai completamente do enredo para explicar alguma coisa estranha entre outras brincadeiras.
Afinal, é um filme que mostra como um filme feito, por isso parece ser mal feito. Mas é muito bem desenvolvido e a atuação dos atores é perfeita, dando credibilidade total ao filme (se não soubessemos que os atores são realmente atores, conseguiriam nos enganar). Furtado não se limita apenas em mostrá-los tentando fazer um filme, mas coloca várias cenas no meio para poder dar certa dinamica, com ótimas participações de outros atores secundários.
Publicado por: Gustavo Boldorini em: 25 Junho, 2008
O protagonista do filme vem de um livro de Steven Gould, David Rice (Hayden Christensen) descobre seu poder em uma época de sua vida que passa por uma grande pressão emocional, esse poder é a habilidade de se teletransportar. Mas, diferente da maioria de super-heróis criada pela mídia, ele ecolhe nao seguir o caminho de combatente do crime, mas sim roubar um banco e coisas do tipo, ele não quer salvar o mundo, quer salvar apenas seu próprio traseiro.
É um conceito que me agrada muito contar a história de um anti-herói e tentar fazer o expectador se simpatizar por ele, pelo fato de ser mais humano do que os super-heróis perfeitinhos. David não é um vilão clássico, pois não quer conquistar ou destruir o mundo ou fazer mal a nenhuma pessoa, ele é apenas egoísta (como a maioria dos humanos) e usa seu poder em benefício próprio. O vilão do filme acaba sendo o personagem de Samuel L. Jackson, que interpreta um agente federal que caça os jumpers, bons ou maus (ou neutros, no caso de David). Na verdade, se pensarmos bem, Roland é o mais próximo de um herói convencional da história, afinal ele trabalha para capturar vilões.

O filme acabe sendo apenas uma promessa que falha ao ser desenvolvida, os persnoagens nos são apresentados e fica nisso. O filme não tem um fim definido (na verdade parece que o filme tem apenas o começo), o que deixa a sensação de que haverá alguma continuação.
É um filme bom, com um bom elenco, entre eles Samuel L. Jackson (Um dos meus atores favoritos)l, é criativo e tem boas cenas de ação. Divertido e original, vale a pena ver.
Publicado por: Gustavo Boldorini em: 25 Junho, 2008
O filme se trata de mais um remake de filme de terror oriental (“Espíritos – A Morte Está ao Seu Lado”), o que prova a falta de criatividade e preguiça intelecutal de Hollywood. Um dos poucos remakes desse tipo que fez sucesso foi “O Chamado” e talvez seja o único onde os espiritos, asombrações e coisas do tipo não são estrangeiros.
No filme, os personagens começam a ser assombrados a partir de uma viagem feita para o japão. Se analisarmos esses fatos, podemos encontrar a causa das cópias: a xenofobia, isso é o estrangeiro é o que provoca o medo.
Bom, o filme é uma cópia descarada do original, sem nenhuma mudança drástica, até mesmo os planos foram copiados do diretor original (Masayuki Ochiai) que já não é muito conhecido. O resultado disso tudo são sustos que você consegue prever bem antes (principalmente para quem assistiu o original), uma narrativa corrida que não desenvolve de maneira adequada os personagens, e a maneira forçada que tentaram proteger o protagonista no final com uma reviravolta.
Bom, o filme é aconselhável para quem gosta de remakes, mas eu imagino a decepção das pessoas (como eu) que entraram no cinema sem saber que era uma mera cópia descarada e mal feita de um filme oriental. Aliás eu gosto muito de filmes de terror oriental, mas deixem isso nas mãos deles.
Publicado por: Gustavo Boldorini em: 24 Junho, 2008
“Eu Sou a Lenda” é uma adaptação do romance de 1954 escrito por Richard Matheson. Essa produção estava para ser realizada na década passada, onde Arnold Schwarzenegger seria o protagonista. A produção acabou não seguindo adiante. Nesta nova adaptação Will Smith atua como protagonista e a direção fica a cargo de Francis Lawrence.
Um dos pontos que mais me chamou a atenção foi o fato da publicidade do filme não explorar o fato de ser “mais um filme de zumbis”, um gênero que já foi muito explorado, e já cansou a maioria da opinião pública.
Will Smith vive o cientista militar Robert Neville, o único sobrevivente de uma epidemia, causada por um vírus que foi criado para curar o câncer que acabou dando errado, causando a mutação dos seres humanos, transformando-os em zumbis com sede de sangue. A história se passa Três anos após o incidente. Neville, como o ultimo humano da terra, vaga por Nova York acompanhado apenas por sua cadela Sam em busca de outros sobreviventes e mantimentos. Enquanto isso ele também continua sua pesquisa em busca de uma cura.
As cenas da Nova York deserta são muito boas apesar de que em alguns momentos são meio artificiais. Will Smith faz uma boa atuação no filme, a maior parte do tempo acompanhado da cadela Sam, o que é um dos destaques do filme. Apesar de ser um ator geralmente cômico, ele consegue trabalhar muito bem o lado dramático.
Os flashbacks utilizados evitam que o filme fique monótono apenas com Will Smith sozinho em Nova York. As cenas de ação são bem trabalhadas, com um suspense que deixa qualquer um preso ao filme.
O elenco é composto pela atriz brasileira Alice Braga, que representa bem seu papel como uma das únicas pessoas imunes que sobreviveram ao incidente.
Os efeitos especiais do filme são ótimos e a trilha sonora é magnífica.
A versão em DVD do filme possui bônus como um final alternativo e algumas animações (muito bem feitas) que explicam melhor a história e mostram coisas que ao assistir só o filme o expectador nunca saberia.
Publicado por: Gustavo Boldorini em: 24 Junho, 2008
Publicado por: Gustavo Boldorini em: 24 Junho, 2008
O filme se passa em uma cidade hostil, onde as personagens resolvem seus problemas com total violência e falta de caráter, Sin City é uma fiel adaptação dos quadrinhos de Frank Miller para o cinema.
Quando se pensa em adaptações dos quadrinhos, os fãs já fazem cara feia e pensam que o filme será uma porcaria, mas no caso de Sin City foi diferente, além dos quadrinhos serem pouco conhecidos a adaptação foi perfeita e fielmente produzida, o que fez com que, depois do filme, os quadrinhos de Sin City ganhassem mais fama.


Um dos pontos que mais chama atenção no filme são as cores, feito todo em preto e branco com vários contrastes de cores, como nos quadrinhos. A violência e a sensualidade do filme coexistem perfeitamente, não esquecendo também de citar a maravilhosa trilha sonora que faz com que o expectador se sinta prendido à tela do começo ao fim, além da ótima atuação dos atores, como Bruce Willis, Mickey Rourke, Clive Owen e Del Toro, que estão impecáveis.
Sin City se trata de um projeto pioneiro, nunca antes visto, mesmo sendo considerado extremamente violento e erótico, correm boatos de que haverão seqüências, duas estão em fase de planejamento. Se possível, Rodriguez quer conservar o elenco original.
Como apenas um diretor poderia receber os créditos pelo filme, Robert Rodriguez teve que se esforçar muito para convencer Frank Miller a dar seu apoio ao projeto, mas quando Miller viu que o conceito Rodrigues se mantia fiel à sua criação, Miller acabou cedendo ao projeto e participou como co-produtor do filme, sempre fazendo uma pequena participação como ator (como faz em todas suas adaptações).
Publicado por: Gustavo Boldorini em: 24 Junho, 2008
Filme produzido no Japão em 2004 pelo Estúdio Ghibli onde recebeu o nome de “Hauru no Ugoku Shiro”, nos Estados Unidos recebeu o nome de “Howl’s Moving Castle” e, no Brasil, de “O Castelo Animado”. Criado por uma lenda da animação japonesa, Hayao Miyazaki, que ganhou fama no ocidente através da sua obra, “A Viagem de Chihiro”. Conquistou vários prêmios no Japão e, no ocidente, foi o vencedor do prêmio Osella do Festival de Cinema de Veneza em 2004.
A história do filme gira em torno da personagem Sophie, que quando jovem, decide visitar a sua irmã, acaba conhecendo no meio do caminho o famoso feiticeiro Howl, que estava sendo perseguido por seres sombrios. Após visitá-la, Sophie volta para casa e é apresentada à bruxa da Perdição, que a transforma numa velha , tudo porque a bruxa pensou que Sophie possuía um vínculo com Howl, o feiticeiro que Sophie conheceu em sua viagem.
Sophie foge de sua cidade para encontrar uma nova moradia e também para encontrar a cura para sua maldição. Em sua viagem Sophie encontra o castelo mágico andante, onde conhece vários personagens, dentre eles Howl, o senhor e metre do castelo.
As cores do filme são de uma beleza única, as construções apresentadas nos cenários são perfeitas. O traço do desenho é perfeito e cheio de vida. A narrativa é cheia de mistérios que juntamente à sensibilidade e criatividade fazem com que o público fique completamente envolvido.
A trilha sonora foi composta por Joe Hisaishi, compositor reconhecido por seus trabalhos no cinema e filmes publicitários. A trilha convida o público a “entrar” no filme, criando um tom alegre e oferecendo uma maior sensibilidade para os conflitos entre os personagens.
O enredo é cheio de metáforas que remetem ao tema da velhice e da guerra. A velhice é apresentada através de Sophie, que acaba percebendo os prós e contras da maturidade e que a idade que se possui nunca pode servir como forma de fuga para nada. A guerra presente e marcante na vida dos personagens. Também é ressaltada a alienação que a guerra cria, onde as pessoas lutam sem saber o porquê.
Comentários