Publicado por: Gustavo Boldorini em: 24 Junho, 2008
Filme produzido no Japão em 2004 pelo Estúdio Ghibli onde recebeu o nome de “Hauru no Ugoku Shiro”, nos Estados Unidos recebeu o nome de “Howl’s Moving Castle” e, no Brasil, de “O Castelo Animado”. Criado por uma lenda da animação japonesa, Hayao Miyazaki, que ganhou fama no ocidente através da sua obra, “A Viagem de Chihiro”. Conquistou vários prêmios no Japão e, no ocidente, foi o vencedor do prêmio Osella do Festival de Cinema de Veneza em 2004.
A história do filme gira em torno da personagem Sophie, que quando jovem, decide visitar a sua irmã, acaba conhecendo no meio do caminho o famoso feiticeiro Howl, que estava sendo perseguido por seres sombrios. Após visitá-la, Sophie volta para casa e é apresentada à bruxa da Perdição, que a transforma numa velha , tudo porque a bruxa pensou que Sophie possuía um vínculo com Howl, o feiticeiro que Sophie conheceu em sua viagem.
Sophie foge de sua cidade para encontrar uma nova moradia e também para encontrar a cura para sua maldição. Em sua viagem Sophie encontra o castelo mágico andante, onde conhece vários personagens, dentre eles Howl, o senhor e metre do castelo.
As cores do filme são de uma beleza única, as construções apresentadas nos cenários são perfeitas. O traço do desenho é perfeito e cheio de vida. A narrativa é cheia de mistérios que juntamente à sensibilidade e criatividade fazem com que o público fique completamente envolvido.
A trilha sonora foi composta por Joe Hisaishi, compositor reconhecido por seus trabalhos no cinema e filmes publicitários. A trilha convida o público a “entrar” no filme, criando um tom alegre e oferecendo uma maior sensibilidade para os conflitos entre os personagens.
O enredo é cheio de metáforas que remetem ao tema da velhice e da guerra. A velhice é apresentada através de Sophie, que acaba percebendo os prós e contras da maturidade e que a idade que se possui nunca pode servir como forma de fuga para nada. A guerra presente e marcante na vida dos personagens. Também é ressaltada a alienação que a guerra cria, onde as pessoas lutam sem saber o porquê.
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