Publicado por: Gustavo Boldorini em: 25 Junho, 2008

O filme trata-se de uma sátira do cinema nacional, nessa sátira o diretor ironiza os recursos utilizados nos filmes e a dependencia da iniciativa privada e do governo, e, principalmente, “obrigação” dos cineastas brasileiros de tratar de problemas sociais, para ele o engajamento social é o próprio cinema. Esta critica é claramente vista quando o personagem de Bruno Garcia diz “o melhor de se filmar é bobagem”. Ele se refere às gravações caseiras, feitas junto com os amigos e de brincadeira, mas, para furtado, tudo isso é sinônimo de entretenimento, diversão. O que é muito importante para Furtado.
Não que Furtado esteja dizendo que problemas sociais não sejam importantes, ele apenas diz que o cinema nacional não precisa ficar preso a isso.
Mostrar todas as referências e criticas do filme seria quase como contar o filme inteiro, o humor está em quase todas as partes do filme.
Jorge Furtado não é conhecido pela elaboração dos planos, na montagem ou na fotografia, mas, sim, na maneira como “fala com o espectador”, usa jogos de palavra, sai completamente do enredo para explicar alguma coisa estranha entre outras brincadeiras.
Afinal, é um filme que mostra como um filme feito, por isso parece ser mal feito. Mas é muito bem desenvolvido e a atuação dos atores é perfeita, dando credibilidade total ao filme (se não soubessemos que os atores são realmente atores, conseguiriam nos enganar). Furtado não se limita apenas em mostrá-los tentando fazer um filme, mas coloca várias cenas no meio para poder dar certa dinamica, com ótimas participações de outros atores secundários.
25 Junho, 2008 às 5:26
não valeu.