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A Bussola de Ouro

Posted on: 9 junho, 2008

Lyra Belacqua (Dakota Blue Richards) é uma órfã que foi criada na Universidade Oxford. No mundo em que vive todas as pessoas têm um “dimon”, ou seja, uma manifestação de sua própria alma em forma animal. Lyra leva uma vida tranqüila até ela e seu daemon, Pantalaimon, descobrirem a existência de uma substância misteriosa chamada “pó”. Isto provoca um estranho efeito nas crianças, o que faz com que as autoridades religiosas se convença de que representa o mal. Seguindo o misterioso Lorde Asriel (Daniel Craig), seu protetor, Lyra parte em busca de uma resposta. Em Londres ela descobre que diversas crianças estão desaparecendo, entre elas, Roger (Ben Walker), seu melhor amigo. Com a ajuda de um instrumento ancestral, que se parece com uma bússola de ouro, ela parte numa jornada para salvar seus amigo Roger e libertar as crianças além de descobrir o que é o “pó”.

 

Trailer

 O ponto que mais me chamou a atenção foi os “dimons” das pessoas. No mundo de Lyra os “dimon” são as almas das pessoas em forma de animais.

Os “dimons” dos adultos não mudam de forma somente os das crianças, isto porque na adolescência elas se acalmam. De acordo com Chris Weitz (Diretor) O dimon de uma criança muda de forma de acordo com a fantasia, e que ele representa o humor da criança e os seus pensamentos que mudam muito rápido e também o potencial infinito de uma criança considerando que os adultos são muito mais cristalizados.

Para elaborar os efeitos visuais e como descrever os dimons a equipe do filme teve que fazer várias pesquisas durante um ano sobre dimons e sobre quais eles usariam, quantos fariam e de quantas variedades de animais teriam, pois o custo para modelá-los e dar textura a eles, esboça-los e anima-los, ajusta-los a todas as coisas para ter uma criatura digital no filme, é muito alto. Acho que se pensarmos bem, se você tiver 20 desses dimons gastará mais ou menos um milhão de dólares logo de começo.

A principio é necessário saber qual a aparência desses animais e então recorrer a fotografias e amostras e se tem marcas que podem ser usadas.

Mas há algo, pois esses dimons são colocados com caras um pouco diferentes da realidade. Para tanto foi necessário construir uma maquete que é uma escultura feita em argila, em três dimensões todos podem olhar e ver o personagem. Depois ela é digitalizada no computador para que possa ser usada como modelo, e assim podendo vesti-lo, anima-lo e movê-lo.

 

 

 

 

 

 

 

 

A equipe dos efeitos especiais tirou o máximo possível das referências dos animais e o levaram para a computação gráfica. O pessoal da computação gráfica inicia as referencias e chega o mais perto do efeito da iluminação do cenário, no pêlo do dimons. E isso é usado como uma referencia para os animadores, para que a representação de como a luz, naquele ambiente em particular reflete no pêlo das criaturas imaginárias para que seja o mais realista possível. E um dos desafios de fazer um filme de ação com personagens digitais é de como garantir que há espaço para os personagens.

 

Temos os “Stuffy” é um termo fantasiado para um animal empalhado que pode ser um animal de pelúcia que o pessoal do cenário constrói e tem a forma real, o peso certo e a quantidade de pêlos certa e tudo mais. Isso também ajuda o câmera a deixar espaço suficiente para que possa colocar os personagens digitais. É um filme com muitos efeitos gráficos pois tem que dar vida a esses fantoches.

No filme dimons parece perfeitos como se estivesse lá sem estar lá com todos os detalhes, como roupas movendo e eles reagindo ao peso da maneira correta. Se você observar foi criado uma animação com ação ao vivo onde há personagens que interagem com o elenco e isso é complicado de se animar. Mas você percebe que os atores se adaptaram bem, e logo se vê para onde o olhar deles aponta e onde seu corpo esta para acompanhar o outro personagem. È muito importante para este filme à ligação entre eles. Dimons são gente, de certo modo e a conexão é intima e emocional entre os atores e os seus dimons.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As vozes dos dimons são como de pessoas, não há nada gracioso no falar deles e eles não tem vozinhas estridentes nem nada assim, e por isso que se parecem tão reais. Além do mais se observarmos melhor as bocas dos dimons no momento em que estão falando, tem as expressões de pessoas falando.  

A equipe de animadores, iluminadores e artistas fazem uma coleção de referencias de animais para as performances no filme. Construíram os personagens e os fizeram andar garantindo que estavam fazendo exatamente o que os da vida real fariam. Depois disso passam para a animação que pega o personagem, trabalha com ele e começa a acrescentar as suas melhorias.

Quando um modelo é feito, conhecemos o personagem. E assim podem estilizar alguns movimentos e descobrir como este personagem é e o que este personagem gosta de fazer, se anda ereto, se puxa o rosto para o lado, se tem algum tique na bochecha. O que vemos são modelos totalmente virtuais, esculpidos pelos artistas, baseado em maquetes e às vezes em fotos.

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

São muitos estudos de movimento que se fazem com todos os personagens para ter o bastante do que pegar do modelo realista. Depois da animação básica, tem que se dar o tratamento ao pêlo de cada personagem. Há uma equipe especial chamada animadores técnicos que olha cada pêlo como ele balança como reage ao vento e até como bate um no outro, tudo feito minuciosamente. O próximo passo que é o estagio final, a iluminação e a fotomontagem é onde a pessoa desenha o pêlo para fazer parecer que esta no ambiente certo, com as luzes, etc.

De todos os Dimons o macaco foi é o mais difícil de fazer, pois tem muitos pêlos longos, que balança e por ser um macaco está sempre se esticando e passando a mão pelo pêlo. Embora ele seja importante no filme não tem falas. Então sua atuação tem de ser transmitida pelo rosto. È por isso que é difícil de ser feito, pois é nas suas expressões faciais que o macaco vai transmitir aquilo que quer falar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O dimon Pan é a criatura mais adorável. Há uma cena no inicio, onde Lyra está olhando pelo projetor na sala de Descanso e Pan mostra a língua para ela no quadro, acho que é a cena do Pan mais linda, pois ele está brincando com Lyra e nesta cena em especial ele se parece muito com a personalidade da própria Lyra.

 

 

 

 

 

 

 

 

As empresas de efeitos especiais fizeram um trabalho incrível, pois os dimons ficaram muito vivos, vividos como deviam, ficaram semelhantes ao Livro. No sentido do realismo destes personagens, da semelhança e da absoluta certeza de que esta olhando para uma pessoa.

2 Respostas to "A Bussola de Ouro"

Ok. Este post valeu 2 horas de atividades complementares para você.

Adorei o post! Adoro os livros e achei muito interessante conhecer o modo como os dimons são feitos. =D

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