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Exposição InSide

Posted on: 24 junho, 2008

Exibida pela primeira vez na China, os artistas da exposição Inside do Groupe Molior (Canadá) vieram se apresentada na Universidade Anhembi Morumbi vieram apresentar suas obras de midiáticas, cujas interfaces possibilitam ao visitante controlar personagens virtuais,vestir um casaco que camufla mini-câmeras de vídeo, perceber as formas e a cor do sinal de transmissão televisivo, entre outras.
Através de participações interativas com as obras, o visitante de Inside ultrapassa a condição passiva de mero espectador, tornando-se um “interator”. Na instalação Habitgram, concebida pelo artista conhecido como beewoo, é possível se transformar em uma “torre” móvel de captação e transmissão de imagens. Basta para tanto vestir um casaco onde mini-câmeras de vídeo captam o espaço imediato e projetam imagens (que, graças à ação do interator, promovem a “desconstrução” desse próprio espaço). Já em Digitale, instalação criada por Alexandre Castonguay, uma antiga máquina fotográfica é adaptada para capturar, constantemente, imagens em vídeo, que são exibidas em uma tela tátil (touch screen) e que adquirem forma fluida a partir do toque. Ao pressionar o disparador da câmera, o visitante produz uma fotografia em preto-e-branco que, projetada na parede, esvai-se gradualmente. Em ambas as obras, a proposta é que o próprio público redefina o lugar onde se encontra.
Seres virtuais também fazem parte do universo de Inside. Seja como instrumento para que o visitante entre em contato com suas atividades corporais internas, ou para provocar a desconfortável sensação de ser observado. Em Perversely Interactive System, Lynn Hughes e Simon Laroche transformam o nível de estresse do interator em combustível para dar movimento à personagem que habita o interior de uma projeção em tamanho real. Para tanto, basta manusear uma interface, munida de um dispositivo que mede a resistência elétrica da pele (biofeedback). Quanto mais descontraído estiver o interator, maior a comunicação com a personagem. No caso da instalação Tact, elaborada pelo artista Jean Dubois, com o simples toque dos dedos é possível transformar a fisionomia de uma pessoa, “presa” no interior de uma tela tátil (touch screen), emoldurada por um espelho. Ao mesmo tempo em que experimenta a sensação de controlar o outro, o manipulador se confronta com seus atos, através do próprio reflexo.Finalmente, Inside torna visível o invisível. Na instalação redTV, de Bradd Todd, o sinal de transmissão de televisão aparece na tela. Captado em tempo real e tratado por um programa de informática, apresenta-se na forma de figuras vermelhas que se movem e que, ao desaparecerem, deixam um rastro. Para completar, a obra multimídia DATA é composta por um conjunto de imagens obtidas por meio de microscópios eletrônicos de varreduras e forças atômicas, que foram ampliadas em grandes dimensões.

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